Mostrando postagens com marcador Pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesquisa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O grande hotel da segunda guerra em Natal.

Foto – Rostand Medeiros.
Este hotel é uma lembrança de uma época em que o valor da cidade de Natal era visto não apenas nas praias e nas dunas, mas sobretudo nos céus, cruzados pelos pioneiros aviadores, e nas águas do rio Potengi, sobre as quais trafegavam mercadorias e gente de todos os cantos do mundo. É testemunha dos anos em que Natal esteve na mira das grandes potências bélicas. É a antiga casa onde se decidia o futuro político do estado, talvez tão importante em sua época quanto as câmaras e assembléias e palácios do governo.

Antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o bairro comercial mais importante de Natal era a Ribeira. Era nessa região que se concentravam os principais órgãos de governo, onde estavam as estações ferroviárias e o porto. As avenidas Duque de Caxias, Tavares de Lyra, largas e arborizadas, e as praças José da Penha e Augusto Severo compunham o quadro. Os primeiros norte-americanos que chegaram a cidade foram os técnicos da ADP, com a função especifica de trabalhar no desenvolvimento do aeródromo de Parnamirim Field e foi para o Grande Hotel que eles se dirigiram em busca de algum conforto. Logo o inglês, depois do português, passou a ser o idioma mais falado nos bares, restaurantes, boates e no comércio local.

Engenheiros e militares americanos no hotel.
Seguramente este hotel é, juntamente com a Base Aérea de Natal, a Rampa e a Base Naval de Natal, uma das maiores referências relativas a história da Segunda Guerra Mundial em terras potiguares.Se a vinda dos militares norte-americanos trouxe benefícios a membros da elite social natalenses, seguramente um destes foi Theodorico Bezerra, arrendatário do Grande Hotel, o principal da cidade naquela época, pois este hospedava os oficiais americanos, recebendo o pagamento em dólares.

No final da década de 1930 a capital potiguar contava com cinco hotéis de pequeno porte, que naquela época eram de propriedade de Theodorico Bezerra. Todos ficavam na Ribeira e entre estes podemos listar os Hotéis Internacional, Avenida, Palace e o Hotel dos Leões.

Quando a aviação começou a destacar a cidade em todo mundo, algumas empresas aéreas começaram a utilizar Natal como escala em viagens entre a Europa e a América do Sul, sendo constantes os pousos de hidroaviões vindos de diversos pontos do mundo junto ao estuário do Rio Potengi. Natal precisava de um hotel moderno, amplo, para um momento de intensas transformações sociais, econômicas e políticas no Rio Grande do Norte. A partir de 1935 o arquiteto francês Georges Henry Mournier realizou os estudos e o projeto do Grande Hotel de Natal. Mournier chegou ao Brasil no dia 26 de outubro de 1927 e marcou sua carreira com inúmeras obras pelo Nordeste.

Na Rampa: os passageiros do hidroavião Boeing 314 Clipper,
da Pan American Airways que pernoitavam em Natal se hospedavam
 no Grande Hotel, ou em seus anexos.
O empreendimento foi arrendado a Theodorico Bezerra em maio de 1939, pois, enfim, era o único em Natal que entendia de hotelaria. Mas o empreendimento só começou efetivamente a funcionar em setembro daquele ano. Theodorico continuou como arrendatário por 48 anos, até 1987. Ele ganhou muito dinheiro com o hotel, comprando muitas terras, e quando finalmente devolveu o hotel ao estado foi cuidar de suas fazendas. Chegou a ser deputado estadual, demonstrando considerável perspicácia política para obter uma licença que permitisse o funcionamento de um cassino no hotel.

Hóspedes do hotel na época.
Além dos estrangeiros, grandes figuras de projeção nacional e da máquina governamental do presidente Getúlio Vargas se hospedavam no Grande Hotel, inclusive altas autoridades militares como Gaspar Dutra, Cordeiro de Farias e Mascarenhas de Morais. Havia muito movimento no hotel na época. Do seu mezanino, que se abria sobre o restaurante, uma pequena orquestra tocava valsinhas na hora das refeições. O Almirante Ary Parreiras, construtor da Base Naval de Natal, só se hospedava com a família e o General Gustavo Cordeiro de Farias ficava sempre no quarto 216. Artistas americanos também se hospedavam no hotel, principalmente atores de cinema da época, que vinham animar os militares com suas apresentações.

O Grande Hotel, que, vítima dos movimentos políticos e econômicos, e sem dúvida da decadência do bairro da Ribeira, passou de cartão postal da cidade a nota de rodapé da história. Um patrimônio histórico estadual – ao menos no papel – que no entanto vem sofrendo sucessivas reformas ao longo dos anos. Até recentemente o prédio do Grande Hotel foi utilizado pelo Juizado Especial Central da Comarca de Natal, antes conhecido como Juizado de Pequenas Causas. Atualmente está sem utilização aparente. Pesquisa: Fonte 1/ Fonte 2. Fotos dos sites pesquisados.


Este é mais um post histórico sobre minha cidade e estado. Faz parte de uma iniciativa própria para conhecer a história de onde nasci e moro. Até o próximo post!

post subscription

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Alimentação Saudável: batata-doce


A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é originária dos Andes e se espalhou pelos trópicos e subtrópicos de todo o mundo. "Jetica" e "jatica" são oriundos do termo tupi para a planta. A domesticação da batata-doce foi feita no norte da América do Sul e da América Central pelos povos originários da região , tendo sua origem no atual Equador. Historicamente, sua globalização é explicada por ser levada à Europa por Cristóvão Colombo aproximadamente no fim do século XV e universalizada para o continente asiático e africano. 

A batata-doce é um tubérculo, ou raiz, que oferece diversos benefícios à saúde. O tubérculo tem boas quantidades de carboidratos, fibras, vitamina A, vitamina C, potássio, magnésio e antioxidantes, como betacaroteno e antocianinas. É a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil, tendo grande relevância econômica e social, principalmente pela rusticidade, grande adaptação climática e rápida produção. As folhas e brotos da batata-doce são comestíveis após breve cozimento, sendo saborosos, nutritivos e de produção fácil e abundante. A raiz tem importante valor nutricional pelo seu alto nível energético, sendo assim uma opção extremamente viável para tentar combater a insegurança alimentar, sendo alimento básico em diversas culturas.


"Batata-doce" é uma referência ao seu gosto doce. Possui diversas variedades cultiváveis, divididas em de mesa (ou de mercado) e forrageiras, ambas podendo ser encontradas nas cores externas amarela, branca e roxa. As cores diferentes levam à variação do sabor e do teor de antioxidantes. No entanto, a quantidade de variedades não se restringe a essas características — elas podem ser classificadas de acordo com o formato, tamanho, cor interna, doçura, precocidade, cor das folhas e até pela coloração das flores, entre outras. A batata-doce tem sido utilizada também como planta ornamental em jardineiras de apartamentos, em vasos suspensos e em cestas. Existem variedades de folhas variegadas, especialmente ornamentais, e outra de folhas púrpuras.

 Este tipo de batata pode ser consumida cozida, grelhada ou assada, com ou sem casca. Pode ser usada no preparo de mousses, bôlos, chips ou ainda como farinha para pães e biscoitos. Pode ser incluída no café da manhã e nos lanches substituindo o pão e nas refeições principais, acompanhada por vegetais frescos e alimentos fontes de proteínas, como frango, peru, ovo ou peixe. A recomendação do consumo da batata-doce geralmente é de 1 a 2 xícaras de batatas cortadas em cubos por dia. No entanto, essa quantidade varia conforme as necessidades nutricionais de cada pessoa.

Batata assada no fôrno.

Alguns benefícios:

1. Previne o envelhecimento precoce
A batata-doce, principalmente a de cor alaranjada, tem ótimas quantidades de betacarotenos, que são convertidos no organismo em vitamina A. Além disso, por ser um vegetal rico em vitamina C, um potente antioxidante que protege as células do corpo contra inflamações e radicais livres, a batata-doce promove uma pele mais firme e sem rugas.

2. Equilibra a saúde do intestino
Por conter fibras solúveis e insolúveis, especialmente quando consumida na forma cozida e com a casca, a batata-doce ajuda a formar o bolo fecal e estimular os movimentos do intestino, combatendo a prisão de ventre. Além disso, a batata-doce funciona como um prebiótico natural, pois é fonte de alimento para as bactérias benéficas do intestino, ajudando a equilibrar a flora intestinal, tratando e prevenindo a prisão de ventre.
 
3. Evita a diabetes
Apesar de ter boas quantidades de carboidratos, a batata-doce também possui fibras, que ajudam a diminuir a velocidade de absorção do açúcar após as refeições, evitando os picos de glicose no sangue.
Esta propriedade da batata-doce é fundamental para ajudar a evitar a diabetes. No entanto, para evitar a diabetes é fundamental também manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente.

Outra maneira de assar batata-doce no fôrno.

4. Promove o ganho de massa muscular
A batata-doce é uma ótima fonte de energia e por isso é muito consumida por quem pratica atividades físicas, ajudando no ganho de massa muscular.  Devido a isso, se tornou uma queridinha dos frequentadores de academia. Por ter boas quantidades de fibras, o carboidrato da batata-doce é liberado gradativamente, sendo uma ótima opção para quem precisa ter energia para longos períodos de treino.

5. Previne doenças do coração
A batata-doce, especialmente a roxa, é rica em antocianinas, um tipo de antioxidante que melhora as funções das veias e diminui a formação de placas de gordura nas artérias, prevenindo doenças como derrame, infarto e aterosclerose. Além disso, por conter potássio, a batata-doce ainda ajuda a eliminar, pela urina, o excesso de sódio do organismo, evitando a pressão alta.

6. Diminui o risco de câncer
 A batata-doce contém antioxidantes como vitamina C, betacaroteno e antocianinas, que protegem as células contra os radicais livres, ajudando a diminuir o risco de câncer. (Fonte: Wikipédia e site tua saúde)

As folhas da batata-doce usadas como planta ornamental.

Oi, gente! Gosto muito de batata-doce e consumo esta raiz desde criança.
 E vocês, gostam e consomem também? 

Beijos nas bochechas!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ilustrações que adoro- Mônica Carretero

Pequenas coisas que nos fazem sentir muito bem: começar o dia com um sorriso.

Oi, gente!
Voltando hoje com mais uma ilustradora maravilhosa que valeu uma pasta para guardar suas ilustrações lá no meu Pinterest. Estou falando de Mônica Carretero, que nasceu em Madrid, mas agora vive feliz em Segóvia (Espanha). Autodidata, antes de se dedicar profissionalmente ao desenho e à escrita, trabalhou como designer de interiores, designer gráfico e confeiteira na casa de chá que teve durante três anos. Sua cabeça é como a cabine dos Irmãos Marx, repleta de personagens que anseiam por contar suas histórias.

Pequenas coisas que nos fazem sentir muito bem: uma parada.

Ela se diverte muito desenhando e garante que essa profissão lhe dá vida. Uma grande paixão que, sem dúvida, se reflete em suas ilustrações, repletas de cor e que transmitem alegria, vitalidade e prazer... Uma paixão bem representada em seus desenhos ensolarados e personagens originais e alegres.

Pequenas coisas que nos fazem sentir muito bem: o ar fresco, o cheiro do mar.

Ela ilustrou dezenas de livros, jogos e pôsteres para vários países: Espanha, Inglaterra, França, Coreia, Austrália e Estados Unidos. Desde 2011, seu trabalho tem sido reconhecido em diversas ocasiões, sendo premiado na Feira do Livro de Londres, no Latin Book Awards nos Estados Unidos e também na BookExpo America em Nova York. Ela também colabora com diversas revistas espanholas e americanas.

Adoro os livros que me deixam a cabeça cheia de pássaros.

O que acharam? Me digam nos comentários.
Beijos nas bochechas!

OBS: Pesquisa e tradução do Google.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Um pouco de tudo que eu gosto.

" Se você se perder, se procure nas coisas que ama."

Oi, gente! Choveu por aqui e os dias andam menos quentes. Felicidade também é o som de chuva lá fora quando você está aconchegada em casa. Mas o título do post já disse tudo: hoje o assunto é variado. As fotos abaixo são do ano passado, momentos do cotidiano que valeram um clique. Vou ficar devendo fotos deste ano.


Ando apaixonada por panos de prato tipo toalhinha, como estes acima. Eles não têm ilustrações de cozinha, mas isso não tem tanta importância, tenho outros que têm. Estou renovando meus panos de prato.💯


Verde, plantinhas, canteiros bem cuidados. Cliquei!🍀


Minha piscina de mar salgado! 😍


Esta planta é conhecida  aqui pelo Nordeste como cabaça, coité ou cuia (cientificamente Crescentia cujete). É uma espécie arbórea notável por produzir frutos de casca dura e lenhosa, amplamente utilizados na confecção de utensílios artesanais, recipientes e instrumentos musicais como o berimbau. Diferente da trepadeira Lagenaria siceraria (abóbora-d'água), a Crescentia cujete é uma árvore que pode atingir até 5 metros de altura.

Características da Planta (Cabaça/Coité):
Nome Técnico: Crescentia cujete.
Porte: Árvore de pequeno porte, com galhos longos e baixos.
Frutos: Verdes, esféricos ou alongados, com 15 a 30 cm de diâmetro, que se tornam amarelados e rígidos ao secar.
Flores: Verde-claras com estrias roxas geralmente nascem diretamente no caule (caulifloria).

Já tinham ouvido falar desta planta e das cabaças?
Até o próximo post!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Retrô/Vintage - Chaves Antigas.


Hoje em dia, já temos chaves em forma de cartão e/ou tag, biometria, senhas e até aplicativos para abrir portas. Mas este post é sobre chaves antigas, aquelas de metal com desenhos cheios de detalhes bonitos. Na minha modesta opinião, estas chaves têm charme; elas cumpriram e ainda cumprem muito bem seu papel, que é dar segurança. Acho as coisas modernas um pouco sem graça e não estou falando só sobre chaves, mas também de decoração, arquitetura de casas e prédios, etc. Neste post só há imagens destas chaves antigas.


As chaves e as fechaduras são quase tão antigas quanto as habitações humanas e diversas narrativas mitológicas fazem alusão ao uso dessas ferramentas. Com o tempo, tornaram-se símbolo de proteção e riqueza. O livro de Jeremias, no Velho Testamento, relata que fechaduras foram instaladas nos portões da antiga Jerusalém em torno de 445 a.C.

A quem você deu a chave de seu coração?

Inspirado por uma fechadura desenvolvida por seu pai em 1848, o mecânico Linus Yale Jr. desenvolveu a fechadura moderna. O design original usava pinos de comprimento variado para prevenir que a fechadura fosse aberta sem a chave correta. Yale Jr. modificou o desenho da chave para ser menor e mais chata, com pontas serrilhadas, e tornou o mecanismo cilíndrico. O modelo, em uso até hoje, era um aperfeiçoamento das fechaduras romanas.

Cada chave mais bonita que a outra!
Você já ouviu falar em chave mestra e chave esqueleto? Sabe o que significam? A chave mestra é uma chave "universal" para um grupo de fechaduras no mundo físico, tipo chaves de um prédio, mas um item lendário e poderoso nos jogos, capaz de abrir qualquer coisa e conceder benefícios extras. Já uma chave de esqueleto (skeleton key) é uma chave mestra com a parte interna escavada, projetada para abrir vários tipos de fechaduras de um sistema específico, como as de móveis antigos (gavetas, armários) ou mesmo portas, reduzindo-se ao essencial de sua forma para se encaixar em diferentes mecanismos sem precisar de uma chave individual para cada uma.

As chaves já são lindas mas um artesanato requintado faz maravilhas!
A diferença é que chave esqueleto é o nome popular e antigo para uma chave simples, lixada até o essencial para abrir fechaduras antigas de palhetas (lever locks), enquanto chave mestra é um termo mais amplo, que pode ser uma chave esqueleto adaptada ou uma chave de sistema que abre um grupo específico de fechaduras (de um prédio, por exemplo), ou até uma chave universal em ficção. Basicamente, toda chave esqueleto é uma chave mestra (no sentido de abrir múltiplas fechaduras), mas nem toda chave mestra é uma chave esqueleto, pois sistemas modernos usam chaves mestras específicas. Fonte: Net e site "Aventuras na História."

Você tem algum segredo guardado a sete chaves? 

post subscription

sábado, 29 de novembro de 2025

Meu último passeio histórico!

Lateral do solar onde dá para ver um canhão antigo. O rio passa à direita da casa,
bem pertinho mesmo, mas fica escondido pela vegetação do mangue.
Oi, gente! No último feriadão aproveitei para conhecer um lugar histórico aqui do estado: trata-se do antigo solar Ferreiro Torto situado numa cidade vizinha a Natal-RN. Amo histórias antigas! A primeira edificação no local foi construída no século XVII e tinha o nome de engenho do Potengi, pois o rio homônimo passa bem ao lado. Segundo os relatos históricos, foi o 2º engenho de cana-de-açúcar a ser erguido no Rio Grande do Norte. Em 1845, o Cel. Estêvão José Barbosa de Moura herdou o engenho do sogro Joaquim José do Rego Barros, coronel de milícias. 

Solar visto quase de frente, as flores no chão são de um ipê amarelo.

Dois anos depois, ele demoliu a antiga construção de taipa existente do sogro e fez erguer o atual casarão, com base em planta quadrangular de sua autoria, confortável e elegante palacete, moldado em estilo colonial português desenvolvido em dois pavimentos. Em sua composição todo o material e ferragens vieram da Europa, com mobiliário português no estilo manuelino. Em cada quina da casa foi inserida uma pinha decorativa de cerâmica portuguesa, com faixas horizontais que se destacam na superfície. A edificação possui varandas, vidraças e até um santuário. Seu telhado seguia o modelo de várias águas com beirais arrematados por frisos. Possuía água encanada e esgoto. Segundo o bisneto do coronel Estevão, o Solar Ferreiro Torto também possuía esconderijos além de um túnel que ligava o solar ao porto do engenho. Em frente à casa existiam um jardim em estilo francês e o pelourinho, que mais tarde foi retirado, após a morte de D. Maria Rosa do Rego Barros de Moura, a senhora do engenho.

Solar visto de frente com esta palmeira-imperial maravilhosa e uma estátua em homenagem aos escravos.

D. Isabel Cândida de Moura Chaves, filha de Estevão e Maria Rosa, casada com o Dr. Francisco Clementino de Vasconcelos Chaves, herdou o solar após o inventário do pai. Foi no Ferreiro Torto que D. Isabel Cândida deu à luz ao Dr. João Chaves, figura pública muito conhecida no RN. Em 1910, D. Suzana Teixeira de Moura comprou dos tios a propriedade, vendendo-a ao comerciante Manuel Machado em 1914. Daí em diante o solar ficaria também conhecido por pertencer à famosa Viúva Machado - D. Amélia Duarte Machado, viúva de Manuel Machado, dona de muitos imóveis em Natal, inclusive já fiz um post falando sobre ela. Em 1978, as terras foram desapropriadas pela prefeitura de Macaíba.

Solar visto por trás.

Houve alguns períodos de abandono, mas na década de 1980 o solar foi restaurado para se tornar a sede do Poder Executivo do município, no período de 1983 a 1989, o que, infelizmente, modificou a estrutura original do prédio. Em 1994, o Ferreiro Torto foi tombado pela Fundação José Augusto, pois guarda em seus aposentos fragmentos da história do Município de Macaíba. Há relatos de lendas e até de assombrações associadas aos antigos moradores do local e escravos, como também de um terrível massacre de colonos após a invasão dos holandeses em 1630.

A origem do nome Ferreiro Torto veio através de um coqueiro muito alto e torto que tinha na porteira da fazenda e, quase embaixo dessa árvore, um ferreiro havia montado a sua tenda e oferecia os seus serviços aos tropeiros que por ali passavam e tinham necessidade de corrigir as ferraduras dos seus animais. Hoje o solar abriga um museu com foco em figuras ilustres da cidade.(Fonte:Net)

E o ipê amarelo em pleno sol quente!

O que acharam? 
Beijos nas bochechas!

PS: Clique nas imagens para ver em tamanho maior! 
Dois links para outros posts de história:

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Alimentação Saudável- Canela


Canela é uma especiaria obtida a partir da casca interna de várias espécies de árvores do género Cinnamomum (família Lauraceae), usado tanto em alimentos doces como em salgados. O termo "canela" também se refere a cor acastanhada da especiaria depois de moída. A palavra em português "canela" deriva diretamente do latim, cannella, diminutivo de canna (tubo, cano), originada na forma que a canela assume quando, após sua extração, a casca enrola-se formando pequenos cilindros.

A canela é uma especiaria aromática rica em flavonoides, como eugenol, hesperidina e linalol, que têm propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes. Por conter ótimas quantidades de cinamaldeído, um composto que promove o aumento do metabolismo e melhora a concentração, a canela também ajuda a melhorar a disposição física e mental, além de estimular a queima de gordura corporal, facilitando o emagrecimento.


Conhecida cientificamente como Cinnamomum, pode ser encontrada em supermercados, feiras ou lojas de produtos naturais, na forma de pó, em pau ou casca, sendo muito utilizada para dar um sabor adocicado em preparações doces e salgadas, além de poder ser consumida no preparo de chás. Uma forma de usar a canela é adicionando 1 colher (de chá) na salada de frutas, em cereais, em panquecas, em vitaminas ou no café, por exemplo, sendo uma ótima estratégia para baixar naturalmente a glicose do sangue, sendo útil para o controle da diabetes e para emagrecer.

A canela também pode ser usada para temperar carne, peixe, frango ou arroz, juntamente com outros temperos, como sal grosso, pimenta e anis estrelado, por exemplo. O pau de canela ou a canela em pó também pode ser usada no preparo de doces, como bolos, pudim e biscoitos, por exemplo.

A canela tem quatro benefícios principais, além de outros:

1. Ajudar no controle da diabetes

A canela pode melhorar a atividade e os níveis de insulina, um hormônio que é responsável por equilibrar os níveis de glicose no sangue, ajudando a prevenir a resistência à insulina, além de controlar a diabetes tipo 2 em pessoas que já possuem a doença.

Isso acontece porque a canela atua em alguns componentes do organismo que fazem com que o açúcar que está no sangue entre mais facilmente nas células, controlando, assim, a glicemia. Além disso, a canela também poderia inibir algumas enzimas digestivas, aumentando o tempo de digestão dos carboidratos.

Por possuir propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, a canela também influencia o bom funcionamento do pâncreas, que é o órgão responsável pela produção da insulina.

2. Promover a perda de peso

A canela tem efeito termogênico e metabólico, aumentando o gasto energético e a oxidação da gordura, podendo favorecer a perda de peso. Isso acontece devido ao fato da canela ser capaz de ativar proteínas que estimulam o tecido adiposo a ser usado pelo corpo para produzir energia.


3. Melhorar a capacidade cognitiva

A canela contém fitoquímicos que aumentam a capacidade do cérebro de utilizar a glicose. Além disso, a canela também tem propriedades antioxidantes que protegem as células do sistema nervoso central contra os radicais livres, melhorando a aprendizagem e a memória, e protegendo contra o Alzheimer, a demência e o mal de Parkinson.

4. Proteger a saúde do coração

Os compostos ativos da canela, como cinamaldeído e ácido cinâmico, exercem ação protetora no coração devido à sua propriedade anti-inflamatória e a sua capacidade de produzir óxido nítrico, que é um composto que faz com que as artérias fiquem relaxadas e o sangue consiga fluir mais facilmente.

Além disso, a canela exerce efeito no metabolismo das gorduras devido à sua atividade lipídica e sua ação antioxidante, ajudando a diminuir os níveis de colesterol “ruim”, LDL, e os triglicerídeos no sangue, contribuindo para a prevenção de doenças, como ateroscleroses, infarto e derrame. (Fonte: Wikipédia e Site Tua Saúde.)

 Oi gente!

Eu sempre gostei de canela mas não sabia que ela tinha tantos benefícios importantes! Depois que eu soube já aumentei o consumo diário, preciso muito destes benefícios para minha saúde! E vocês, gostam e consomem canela?

Saúde para vocês e beijos nas bochechas!

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

"Cachorros são anjos, gatos são deuses."


De qual time você é? Você prefere gatos ou cachorros? Ou será que gosta dos dois? Ou prefere outro animal de estimação como os papagaios? Se você não sabe, eu prefiro os bichanos! Meu animal preferido, sem dúvida! Se você gosta de cachorros e não de gatos, eu respeito, mas prefiro os gatos porque eles são independentes, limpos pois vivem se lambendo, afetuosos com os donos, curiosos e brincalhões... tem coisa mais fofa do que o ronronar deles? Há perguntas sem resposta: como eles são tão cheirosos se só tomam banho de língua? E tem mais: o bafo de muitos deles cheira a atum podre, mas o pelo é cheiroso! Kkkkk... Não venha aqui com aquela história de que gatos não gostam dos donos e sim da casa, isso não é verdade! Eles tem um jeito todo especial de mostrar que amam os donos.

Esta semana li o comentário de alguém que dizia mais ou menos assim: "Gatos não devem ser criados dentro de casa, eles precisam de contato com a natureza, só dentro de casa eles ficam estressados." Mas já ouvi um veterinário dizer justamente o contrário: "Gatos gostam do território deles, eles não tem necessidade de sair pra passear como os cachorros." O que vocês acham? Eu só sei que dentro de casa eles estão seguros, ali tem tudo que eles precisam, aliás a gente precisa garantir isso, se saírem podem ser atropelados! Um gato de rua vive muito pouco, há muitos perigos na rua, inclusive gente ruim que pode tentar envenenar a comida deles. Eu tive uma gatinha que viveu mais de 20 anos dentro de casa, eu me mudava e levava a gata junto. Hoje tenho outra gatinha e se depender de mim, ela vai viver tanto quanto a outra. E sim ela é castrada e vacinada.


Graças a Deus que a mentalidade das pessoas mudou, hoje os nossos pets são bem cuidados, antigamente as coisas eram bem diferentes. Aqui onde moro as lojas de pets se multiplicaram, lá vendem de tudo, não é só ração não! Há duas lojas grandes por aqui que também são centros veterinários. Surgiram variadas rações, foi aí que descobri que existem rações perfeitas, rações mais ou menos, aquelas que são só boas mas não são ótimas, e existem as rações ruins que são também as mais baratas.

Hoje li que os donos de cachorros geralmente são mais sociáveis, já os donos de gatos são mais caseiros. Claro que isso não vale para todo mundo, pois em toda regra há exceções. O que vale é gostar deles de verdade, pois depois que a gente se apega, eles realmente fazem parte da família e de nossas vidas. Ah sim, quanto a frase do título do post... eu achei perfeita, mas não sei quem é o autor. Só sei que lá no antigo Egito os gatos eram deuses sim: Bastet era uma deusa egípcia antiga, conhecida como a deusa gata, associada à fertilidade, lar, maternidade, proteção, música e cura. Perfeito!


E aí? Qual pet você prefere?
Beijos nas bochechas!

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Ilustrações que adoro - Lee Hee.


Oi gente! Neste post trago mais um tipo de ilustração que gosto muito, as imagens estão guardadas em uma pasta no Pinterest e sim, já usei em algum post aqui no blog.  Eu costumava chamar estas ilustrações de " A menina e o gatinho" que aparecem em várias situações do cotidiano.


Lee S. Hee (também conhecida como S. Hee) é uma artista e ilustradora coreana, famosa por seu estilo encantador e pelas ilustrações para livros infantis. Técnicas: S. Hee trabalha com diversas mídias, incluindo lápis de cor, tinta, aquarela e colagem.


Temas recorrentes: suas obras frequentemente retratam a vida familiar de sua infância, a vida no campo, a natureza e a vida emocional de forma terna e fantasiosa. Personagem frequente: muitas de suas ilustrações apresentam um pequeno gato preto.


Livros infantis: a artista ilustrou diversos livros, incluindo uma tradução de Anne de Green Gables. Álbuns de colorir: ela também é autora de álbuns de colorir, como o livro Four Seasons Coloring Book, que se destacam por suas paisagens e desenhos detalhados.


Influência e inspiração: seu trabalho é considerado curativo e nostálgico, evocando um sentimento de admiração e sinceridade. Será que esta artista gosta de gatos? Não tenho a menor dúvida! ( Fonte:net )

O que vocês acharam? Aproveite seu dia!
Feliz primavera! Beijos nas bochechas!

sábado, 9 de agosto de 2025

Alimentação Saudável - Mamão


Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores da espécie Carica papaya. Originalmente do sul do México e países vizinhos, é atualmente cultivada na maioria dos países tropicais e nos EUA, onde foi introduzido primeiramente na Flórida, Havaí, Porto Rico e Ilhas Virgens. O mamoeiro produz fruto o ano todo, porém, no Brasil, a safra geralmente ocorre nos meses de maio, junho, agosto e outubro. Existem diversas variedades de mamão e as mais conhecidas no Brasil são: mamão papaia, mamão formosa (um pouco maior e geralmente usado para fazer doces), mamão-da-baía, mamão-macho e mamão-da-índia.

Os mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos. Antes da maturação, a sua casca apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes do consumo. Este látex contém substâncias nocivas às mucosas, sendo usado, inclusive, culinariamente, como amaciante de carnes. Tem um alto teor de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos para tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas.


O consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,39 mg em 100 g), vitamina C, vitamina A  importante para a saúde dos olhos, betacaroteno e minerais importantes para o organismo. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes que possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, ajudando no controle da pressão arterial, na redução do colesterol sanguíneo e no fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, o mamão também ajuda a combater a prisão de ventre, porque contém boas quantidades de fibras que aumentam o volume das fezes e estimulam os movimentos naturais do intestino.

Numa porção de 100 gramas do fruto estão contidas 43 calorias, a fruta tem baixo índice glicêmico. Os principais tipos de mamão são o papaia e o formosa, que possuem propriedades semelhantes e se diferenciam quanto ao tamanho e o formato. O mamão papaia é conhecido por seu alto teor de vitamina C, essencial para fortalecer o sistema imunológico e promover a saúde da pele. Além disso, os teores de carboidrato são menores no papaia e os de niacina também superam o formosa.


As sementes do mamão podem ser adicionadas em saladas ou iogurtes. Elas trazem  benefícios para a saúde, como propriedades anti-helmínticas e anti-inflamatórias. Não é necessário mastigar as sementes, mas consumi-las inteiras ou trituradas é uma forma de aproveitar seus nutrientes, como fibras e vitaminas. Em razão de suas características, a papaína, a enzima do mamão, tem aplicação em diversas indústrias, na medicina, na odontologia e como ferramenta de pesquisa. (Fonte: Wikipédia, Site Tua Saúde e outros.)

Eu gosto de mamão, mas não posso comer todo dia pois meu intestino já é acelerado naturalmente, talvez porque eu costumo comer muitas frutas e verduras.  E vocês, gostam de mamão?


Saúde para nós! Beijos nas bochechas! 

Paginação numerada



Subir