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| Lateral do solar onde dá para ver um canhão antigo. O rio passa à direita da casa, bem pertinho mesmo, mas fica escondido pela vegetação do mangue. |
Oi, gente! No último feriadão aproveitei para conhecer um lugar histórico aqui do estado: trata-se do antigo solar Ferreiro Torto situado numa cidade vizinha a Natal-RN. Amo histórias antigas! A primeira edificação no local foi construída no século XVII e tinha o nome de engenho do Potengi, pois o rio homônimo passa bem ao lado. Segundo os relatos históricos, foi o 2º engenho de cana-de-açúcar a ser erguido no Rio Grande do Norte. Em 1845, o Cel. Estêvão José Barbosa de Moura herdou o engenho do sogro Joaquim José do Rego Barros, coronel de milícias.
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| Solar visto quase de frente, as flores no chão são de um ipê amarelo. |
Dois anos depois, ele demoliu a antiga construção de taipa existente do sogro e fez erguer o atual casarão, com base em planta quadrangular de sua autoria, confortável e elegante palacete, moldado em estilo colonial português desenvolvido em dois pavimentos. Em sua composição todo o material e ferragens vieram da Europa, com mobiliário português no estilo manuelino. Em cada quina da casa foi inserida uma pinha decorativa de cerâmica portuguesa, com faixas horizontais que se destacam na superfície. A edificação possui varandas, vidraças e até um santuário. Seu telhado seguia o modelo de várias águas com beirais arrematados por frisos. Possuía água encanada e esgoto. Segundo o bisneto do coronel Estevão, o Solar Ferreiro Torto também possuía esconderijos além de um túnel que ligava o solar ao porto do engenho. Em frente à casa existiam um jardim em estilo francês e o pelourinho, que mais tarde foi retirado, após a morte de D. Maria Rosa do Rego Barros de Moura, a senhora do engenho.
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| Solar visto de frente com esta palmeira-imperial maravilhosa e uma estátua em homenagem aos escravos. |
D. Isabel Cândida de Moura Chaves, filha de Estevão e Maria Rosa, casada com o Dr. Francisco Clementino de Vasconcelos Chaves, herdou o solar após o inventário do pai. Foi no Ferreiro Torto que D. Isabel Cândida deu à luz ao Dr. João Chaves, figura pública muito conhecida no RN. Em 1910, D. Suzana Teixeira de Moura comprou dos tios a propriedade, vendendo-a ao comerciante Manuel Machado em 1914. Daí em diante o solar ficaria também conhecido por pertencer à famosa Viúva Machado - D. Amélia Duarte Machado, viúva de Manuel Machado, dona de muitos imóveis em Natal, inclusive já fiz um post falando sobre ela. Em 1978, as terras foram desapropriadas pela prefeitura de Macaíba.
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| Solar visto por trás. |
Houve alguns períodos de abandono, mas na década de 1980 o solar foi restaurado para se tornar a sede do Poder Executivo do município, no período de 1983 a 1989, o que, infelizmente, modificou a estrutura original do prédio. Em 1994, o Ferreiro Torto foi tombado pela Fundação José Augusto, pois guarda em seus aposentos fragmentos da história do Município de Macaíba. Há relatos de lendas e até de assombrações associadas aos antigos moradores do local e escravos, como também de um terrível massacre de colonos após a invasão dos holandeses em 1630.
A origem do nome Ferreiro Torto veio através de um coqueiro muito alto e torto que tinha na porteira da fazenda e, quase embaixo dessa árvore, um ferreiro havia montado a sua tenda e oferecia os seus serviços aos tropeiros que por ali passavam e tinham necessidade de corrigir as ferraduras dos seus animais. Hoje o solar abriga um museu com foco em figuras ilustres da cidade.(Fonte:Net)
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| E o ipê amarelo em pleno sol quente! |
O que acharam?
Beijos nas bochechas!
PS: Clique nas imagens para ver em tamanho maior!
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