14/02/2015

Carnaval? Não! Quer dizer...mais ou menos...


Nunca gostei de carnaval por causa de som alto, aglomeração de gente e principalmente das atitudes de safadeza das pessoas dentro da aglomeração carnavalesca. Não me sinto bem com este tipo de coisa. Então estes dias de feriado sempre foram bons pra fugir do barulho, ir pra um lugar tranquilo e aproveitar pra descansar e fazer as coisas que mais gosto.

Mas acho que esta festa tem um lado bom, por exemplo: as fantasias bonitas e coloridas, a criatividade das pessoas nas brincadeiras e principalmente a alegria genuína, não vale beber e se drogar pra ter "alegria", porque me parecia antigamente, quando eu era criança, que só porque era carnaval todo mundo tinha que ficar contente. A minha maneira eu ficava feliz porque não tinha escola e depois já trabalhando, isso acabou, porque eu também trabalhava no feriado, embora não todos os dias.

 O que eu acho é que ninguém tem obrigação de fazer o comum, o que todo mundo faz; até ir pra praia neste período eu deixei de ir, pois constatei que não se tem sossego nem pra descansar, tem criatura fazendo competição de som alto em cada casa da vizinhança. Trânsito péssimo. Sem falar que se você não tem uma casa na praia, precisa pagar aluguel que nesta época disparam feito foguetes...O melhor é ficar em casa mesmo.

Mas vamos voltar pra o lado bom desta festa. Eu tenho algumas boas lembranças de carnavais bem antigos no interior do estado, quando as pessoas se enchiam de talco e saíam pelas ruas jogando talco uns nos outros. Também lembro dos papangus. Mas destes eu tinha medo mesmo... "Lá vem um papangu..." eu olhava rápido e me escondia. Kkkk.... Não sabe o que é isso?

Eles são bem característicos aqui do nordeste principalmente na cidade de Bezerros-PE.

"Por ruas, becos e praças, os papangus surgem para assustar e pregar peças na molecada travessa de muitas cidades do Nordeste brasileiro. Eles costumam aparecer na Quarta-Feira de Cinzas ou mesmo durante os dias de carnaval. Usando sacos e trapos no lugar de roupas, com o rosto pintado ou mascarado, eles também carregam cornetas, chicotes, guarda-chuvas e até penicos. Basta eles aparecerem para a molecada gritar: “Papangu, papangu! Me dá um prato de angu!” ... esse personagem folclórico, que pode até ser parecido com assombração, mas, no fundo, só quer mesmo é divertir a criançada!" (Goimar Dantas)

Enfim, pra terminar, o carnaval de antigamente era mais carnaval que a festa de hoje em dia. Concordam?

Beijos nas bochechas!