domingo, 1 de outubro de 2023

Alô Outubro!

Primavera
até a cadeira
olha pela janela.

Oi pessoas! Sim, chegou outubro e a primavera! Mas como foi o mês de setembro? Vamos para aquele resumo básico do mês que passou:

1) Exatamente no primeiro dia do mês fui para angiologista pois sinto cansaço nas pernas que estão se enchendo de varizes. Sim, é genético porque meus pais tinham e meus irmãos também têm. Ela passou um doppler das duas pernas que fiz alguns dias depois, segundo o médico que fez o exame eu tenho veias "incompetentes" nas duas pernas. Agora falta voltar a médica, vamos ver o que ela vai dizer.

2) O melhor de setembro: férias nos primeiros dias do mês! O que eu fiz? Descansei,vi séries,fui fazer compras, fiz faxinas apuradas em casa, fiz alguns passeios, inclusive um deles foi assunto de post por aqui.

2.1 Nas leituras, pela primeira vez na vida abandonei um livro! Não vou dizer qual é, mas digo o motivo: a linguagem difícil de entender. Sabe o que é ler várias vezes e não entender o sentido do que leu? Pois é... Aí comecei outro de Agatha Christie.

2.2 Uma cena de paz e tranquilidade das férias: eu deitada dentro de um olheiro (nascente de água doce na areia da praia) que tinha formado uma piscina rasa, olhando para os coqueiros que balançavam no vento, ouvindo o barulho das ondas atrás de mim. Fiquei zen neste dia.

2.3 Fui na cidade que eu trabalhei por 15 anos: Santa Cruz-RN. É lá que tem a maior estátua católica do mundo: Santa Rita de Cássia, com 56 metros. Mas esta aventura vou contar em outro post, tá?

3) Vi o desfile de 7 de setembro, dia da independência, de camarote este ano! Aliás fazia tempo que não via o desfile. Eu moro bem perto da praça cívica, que por sinal foi reformada e está linda, onde fica as autoridades e para onde todo o desfile militar converge para passar em frente ao palanque. 

4) O tempo das "vacas magras" acabou, estou conseguindo guardar algum money outra vez!😀

5) Voltei ao trabalho dia 18 sem nenhuma vontade de trabalhar. 😐

6) Não resistí e comecei a ver um dorama cujo protagonista é um chinês que sou fã, mas o dorama é um dramalhão tão grande que fico com a cara inchada de tanto chorar! 😢

7) Já no fim do mês descobri porque não tinha recebido minha restituição do IR: minha declaração tinha pendências. Resultado depois da retificação: tive que pagar imposto e fiquei irada. 😠

E foi isso! O mês foi bom!
Feliz outubro pra nós!
Beijos nas bochechas!
Ouvindo muito:



domingo, 24 de setembro de 2023

Texto para pensar


Escutatória

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as ideias estranhas.).

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

(Rubem Alves)


 Fazia um tempinho que eu não colocava no blog um texto do Rubem Alves. Gosto muito dele pois ele sempre me mostra as coisas da vida de um modo diferente e meio mágico. Foi lendo este texto que descobri que não sei ouvir quem está falando comigo, quero logo dar minha opinião ou contar uma experiência semelhante. E você, sabe ouvir?

Boa semana e beijos nas bochechas!

domingo, 17 de setembro de 2023

Um passeio das férias

As fotos são minhas clique pra ver em tamanho maior.
Local para deixar registrada a memória de um período importante para a história da capital e do estado do Rio Grande do Norte, o Museu da Rampa é um dos mais novos pontos turísticos de Natal. Inaugurado no dia 28 de janeiro de 2023, o lugar tem vista privilegiada para o pôr do sol mais bonito da cidade que cai sobre as águas do Rio Potengi, perto da Ponte Newton Navarro.

Localizado às margens do rio, onde pousavam os hidroaviões na época da guerra, o Complexo Cultural Rampa foi restaurado, equipado e, após ganhar novos espaços, foi aberto para contar, através de três exposições, a importância de Natal no início da aviação e da participação da cidade na Segunda Guerra Mundial, quando a capital potiguar sediou a maior base aérea americana fora dos Estados Unidos.

Uma figueira, acho linda esta árvore! Na placa está escrito: estude, pesquise e reflita. Conheça as nossas raízes históricas e culturais.
A Rampa para hidroaviões no rio Potengi foi ponto obrigatório de parada dos aviadores que atravessavam o Atlântico Sul entre as décadas de 1920 e 1940. Mais tarde, durante o conflito mundial, a posição estratégica de Natal, situada no “cotovelo” da América do Sul, abrigou a maior base militar dos EUA fora daquele país, se tornando a pista de pouso mais movimentada da época, localizada no atual município de Parnamirim, na região metropolitana, atualmente Base Aérea de Natal onde são treinados os pilotos da FAB.

A foto histórica com os presidentes do Brasil e EUA na época. Pesquei na net e estava também no museu.
A data de 29 de janeiro de 1943 é marcada na história de Natal pelo encontro entre o presidente americano durante a Segunda Guerra, Franklin Delano Roosevelt, e o presidente brasileiro Getúlio Vargas. Na ocasião, eles celebraram, na Rampa, a Conferência do Potengi, transformando o local em base militar americana e selando a participação do Brasil no conflito, que resultaria na vitória dos aliados contra as tropas dos Países do Eixo. Natal ficou conhecida como o Trampolim da Vitória, em razão dessa participação na Segunda Guerra pela sua posição estratégica.(Fonte:AgoraRN )

Foto das margens do Rio Potengí.Em frente ao museu.

Outra foto mostrando o lado esquerdo com o porto da cidade e abaixo no lado direito a ponte Newton Navarro.


Gostaram? Eu adorei este lugar!
 E amanhã volto ao trabalho porque o que é bom dura pouco.
 Boa semana e beijos nas bochechas! 😘

domingo, 10 de setembro de 2023

Ilustrações que adoro 4 - Sarah Kay


Os desenhos Sarah Kay são conhecidos mundialmente, mas poucos conhecem a história de Sarah Kay que é uma desenhista de origem australiana e que criou uma personagem que leva o seu próprio nome. A ilustradora ainda vive na Austrália, mais precisamente em Sidney. Ela criou a personagem com o intuito de retratar um universo romântico e cheio de doçura. A ingenuidade da personagem faz com que os desenhos retratem somente temas infantis e alegres. Sarah Kay começou a distribuir os desenhos assim que completou 20 ilustrações. Ela mandou os desenhos para os maiores editores de cartões australianos. O sucesso foi imediato.

Todo o seu talento e o carisma da personagem fizeram com que Sarah Kay logo entrasse no mercado europeu onde foi o maior sucesso durante a década de 80. Não havia quem não conhecesse os desenhos e a personagem criada por ela. A artista teve sua obra reproduzida em vários objetos como calendários, quebra-cabeça, cartas, papéis de carta, cartazes, álbuns de figurinhas entre outros. Era impossível não achar um local onde Sarah Kay não estivesse presente ou sendo retratada. Não havia menina que não colecionasse os papéis de carta ou desenhos feitos por Sarah Kay.

Apesar do enorme sucesso, a desenhista não se tornou uma pessoa mudada pela fama. Ainda hoje conserva-se modesta e discreta, inclusive sobre sua carreira e sua vida pessoal. Ela dificilmente concede entrevista ou aparece na mídia em geral. A única Sarah Kay famosa, na verdade é a personagem que ela criou e que leva o seu próprio nome. Apesar de uma vida reservada, sabe-se que Sarah Kay se inspirou em sua vida para a criação de sua mais famosa personagem. A vida pacata que é retratada nos desenhos provém de sua própria residência. Ela mora com os dois filhos, um cachorro e três gatos em uma casa com um bosque florido e pacato. Tudo nesse contexto foi retratado por Sarah Kay para a criação de sua personagem. A personagem tinha características bem peculiares, como o fato de sempre aparecer vestindo calças boca-de-sino, tamancos, blusas frente única, chapéus e babados suntuosos; hora trajando roupas dos anos 30, hora dos anos 80; sempre com jeans, blusas floridas e tudo o que estava na moda na época. (Fonte:Net)


Eu adorava estas ilustrações porque eram fôfas demais! Me lembro muito dos papéis de carta que já falei em outro post e dos cadernos. Vocês lembram da Sarah kay?

Ainda de férias! Boa semana! Beijos nas bochechas! 😘

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