sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Livros antigos



Apesar de serem muito criticados através dos tempos, os ‘livrinhos’ das séries “Sabrina”, “Julia” e “Bianca” causaram uma verdadeira revolução no público leitor feminino dos anos 70 e comecinhos da década de 80.Aliás, quero esclarecer que esse post não é específico da série “Sabrina”, mas também das ‘Julias’ e ‘Biancas’, todas elas importantes para a propagação dos romances de banca no Brasil. Tudo bem que “Sabrina” foi a pioneira do gênero nos anos 70, mas as outras duas séries também tiveram uma importância fundamental.

O romance de banca teve origem, aqui na terrinha, em 1935 e esta fase inicial durou até 1960, quando a Companhia Editora Nacional já publicava coleções de livros para as ‘moças’ daquela época, as chamadas coleções Azul, Rosa e Verde. Desses selos, o mais popular foi a Coleção Verde, também chamado de Biblioteca das Moças que contava com 175 títulos.

O gênero teve o seu grande “boom” nos anos 70 quando a Editora Nova Cultural de São Paulo colocou no mercado, quer dizer... nas bancas, as coleções “Sabrina”, “Julia” e “Bianca”. Agora, pasmem. As tiragens desses romances chegavam a atingir 600 mil exemplares por mês, fazendo a alegria não só das leitoras, como também dos jornaleiros.

Sabrina foi a grande pioneira. Foi esta série, a primeira à ser lançada em 1977, mais de uma década e meia após o encerramento das atividades da Companhia Editora Nacional com as suas coleções azul, rosa e verde. Sabrina revitalizaria o romance de banca em nosso País, que já era considerado um gênero praticamente morto e enterrado. Os primeiros livros fizeram tanto sucesso que no ano seguinte, 1978, a Nova Cultural colocaria no mercado a série “Julia”; e em 1979, a série “Bianca”. Dessa maneira, os donos da Nova Cultural estavam praticamente copiando uma fórmula que havia dado certo em 1935 com a Editora Nacional, ou seja, lançar uma série de livros com três selos diferentes. Assim, “Sabrina” substituiria o selo verde; “Julia”, o rosa e “Bianca”, o azul.

As mulheres mais... digamos.... recatadas, eram fãs de “Bianca” que abordavam os relacionamentos amorosos dos casais de protagonistas de uma forma mais clássica, mais poética. Os relacionamentos calientes, do tipo "corpo a corpo" não tinha espaço na série. As moças mais moderninhas e impetuosas que gostavam de encarar desafios, além de serem mais liberais em seus relacionamentos amorosos atacavam de Júlia. Quanto as meninas que adoravam devorar aquelas histórias repletas de conflitos familiares e amorosos, recheados de lágrimas de sangue e final feliz,  semelhantes aos famosos dramalhões mexicanos, iam de “Sabrina”.

A Nova Cultural continuou distribuindo “Sabrina”, “Julia” e “Bianca” nas bancas até 2011. Depois disso passou a vender os livros da série apenas no site da editora.

Algumas características inconfundíveis dos enredos desses três selos:

01 – Casal de protagonistas sempre bonitos
02 – Autoras desconhecidas
03 – Simplicidade e finais felizes
04 – Exclusivo para as mulheres
05 – Cenas de amor exageradas. Fonte


Estes livros são um verdadeiro portal de volta ao passado! Minhas irmãs liam muito e eu aproveitava e lia também. Acho que depois dos livros de literatura brasileira, que comecei a ler por causa da escola, foram estes livros que me fizeram conhecer o mundo mágico da leitura. No momento estou lendo "Nas Montanhas do Marrocos" de Luisa Bérard que me lembra muito estes romances, com uma diferença:este livro tem 560 páginas! Mas aproveitei as férias pra adiantar a leitura e já passei da metade. Alguém aí já leu esta série de livros de antigamente? Me conte nos comentários!

Beijos nas bochechas!

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Agosto acabou, graças a Deus!



Agarre o desaponto pelo avesso, apare as pontas, corte o excesso. Mude a covardia de endereço, ponha a escavadeira em retrocesso até que o mundo, esse réu confesso, lhe devolva seu mel e seu apreço. Flora Figueiredo

 Voltando hoje a este cantinho cor de rosa pra contar o resumo do mês de agosto. Achei este mês difícil, ainda bem que já passou! Afe! 


1- Depois de séculos, com o devido exagero, sem ter um resfriado sequer, neste mês peguei um sabe Deus onde ou de quem. Garganta e nariz incomodando, espirros... ainda bem que só durou uns 4 dias. Me livrei rápido!


2- Meu carro completou 7 anos que entrou na minha garagem, mas apenas do ano passado pra cá começou a apresentar problemas de desgaste. O tempo cobra o preço na manutenção. Mas no mês passado o gasto e os sustos foram maiores: ele apresentou vários alarmes diferentes, parecia vários problemas em sequência e dificuldade em ligar, mas no final o problema era um só: a bateria já estava fraca e precisou ser trocada e ainda fiz a revisão.


3- O mês foi susto atrás de susto! Ganhei uma autuação de trânsito! O indivíduo que tentou me passar uma multa, deve desconhecer que podemos entrar na faixa direita, mesmo que esta faixa seja exclusiva de ônibus, quando vamos entrar na próxima avenida a direita. Foi o que eu fiz e foi o que escrevi em minha defesa no orgão competente. O processo todo, incluindo julgamento da minha defesa, vai durar pelo menos 1 ano pra terminar, se eu tiver razão me livro da multa, senão...


4- Ainda não me mudei, gente! Problemas! Passei o mês recolhendo caixas pra embalar as miudezas, objetos de decoração... quase tudo já está encaixotado. Resolvi pintar os azulejos do meu banheito, ok pintado. Aí uma infiltração numa caixa de ar condicionado cresceu com as chuvas e se tornou um problemão, apesar do serviço já ter sido feito, a infiltração continua, pelo jeito agora é devido as pastilhas da parede externa do prédio, mas ainda pode ser da caixa do ar condicionado. E pra completar um dos elevadores do prédio quebrou há quase 1 mês, só tem 1 elevador pra todo mundo, muitos estão usando as escadas, não tem como fazer mudança deste jeito. Tenho que ter paciência! Mas o orçamento da mudança já está ok.


5- Mas nem tudo foi ruim no mês de agosto. Este cantinho cor de rosa completou mais 1 ano no dia 23! Sim, agora são 11 anos do "A Lua e Eu." 😀


Entrou setembro e eu entrei de férias!!! 


Kkkkk...Estou em estado de graça até o dia 16!

Fui! Beijos nas bochechas!

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Os tempos idos


Já ouviram alguém falar que a melhor época da vida é a infância? Eu concordo plenamente. Aquela época onde não havia preocupações, trabalho e boletos pra pagar. Nós só tínhamos que estudar e tirar boas notas, a parte chata era ter que acordar cedo pra ir pra escola, nunca gostei de acordar cedo, mas depois de voltar pra casa, almoçar e tomar banho, dava pra tirar um bom cochilo, fazer alguma tarefa de casa e brincar! Ah sim! Eu adorava ver "O sítio do pica-pau amarelo" que começava todos os dias bem na hora que eu chegava em casa, como lá em casa não tinha TV porque papai não queria, segundo ele "TV é coisa do diabo", eu ia ver na casa da amiga vizinha. E eu cheguei a reclamar desta vida boa! Mal sabia eu que quando a gente vira adulto a vida é pra valer e não tem volta, vamos sempre em frente, só resta lembrar dos tempos idos.


Eu estudava numa escola de freiras no centro da cidade, hoje este colégio não existe mais, há outra instituição de ensino no lugar, e embora minha família não seja da religião católica, éramos evangélicos, nunca houve problema com relação a isso. Quando tinha uma missa com os alunos eu ficava quieta só assistindo. Mas por que o colégio não existe mais? Porque descobriram que alguém estaria surrupiando dinheiro da escola! Com a diminuição do número de alunos e cheio de dívidas o colégio fechou em 2012, foi a primeira escola particular aqui de Natal. Mas o colégio será assunto pra outro post.


Minhas matérias preferidas: biologia e história. As matérias boas: geografia e português. As matérias péssimas: matemática e física. Era difícil passar de ano em matemática. Eu só tirava 10 em biologia e história e pensava em fazer faculdade de história, tinha um sonho fantasioso de ser arqueóloga, pois desde aquela época era fascinada pelo Egito e suas múmias e pirâmides. Mas tinha a biologia, o mais perto que eu podia chegar na época das ciências da saúde, uma área bem mais viável pra mim. Então, num futuro bem próximo dos anos 1980 eu escolhi fazer vestibular pra Fármacia/bioquímica porque o curso de biologia só tinha a perspectiva de ser professora, e não, eu não queria ensinar. Passei no vestibular, terminei o curso e fiz concurso. Passei no concurso e fui trabalhar no interior, depois vim pra capital onde estou até hoje. Minha vida é bem estável, não houve grandes mudanças desde então. E pelo que vejo, só ganhando sozinha na megasena me faria ter uma mudança radical de vida. Graças a Deus que sou independente e sim, eu vivo bem, graças a Deus, de novo!


PS: " O sítio do pica-pau amarelo" é uma obra de Monteiro Lobato adaptada para seriado de televisão.


E você? Também acha a infância a melhor época da vida? Quais eram suas matérias preferidas na escola? 



Beijos nas bochechas!


terça-feira, 23 de agosto de 2022

O relógio cuco



O relógio que conhecemos hoje, seja de parede ou de pulso, só chegou a esse estágio graças aos seus antecessores, aqueles feitos de madeira, movidos à corda e com detalhes bem peculiares. Aposto que nesse momento você se lembrou do relógio cuco, não é mesmo? Esse é um modelo bem conhecido, tanto pelo som característico, quanto pela personalização tradicional. Descubra agora toda a história do relógio cuco e por que ele ficou conhecido mundialmente!

Os relógios cuco surgiram na Alemanha por volta do século XVII, em uma região chamada floresta negra. A construção desses artefatos não era feita a toda hora e em grandes quantidades. Era no frio que lenhadores, artesãos e outros trabalhadores construíam seus relógios para conseguirem uma pequena renda extra no verão, quando saíam pela Europa para venderem seus produtos.

Foi então que um artesão, ao escutar os pássaros nativos da Floresta Negra (ou da região), pensou em combinar a utilidade do relógio com um tom pra lá de especial, dando origem ao que seria o primórdio do relógio cuco. Esse artesão se chama Franz Anton Ketterer, e foi no ano de 1750 que ele fez adaptações ao relógio da época deixando-o com o formato de relógio cuco. Para isso, ele incrementou dois foles (utensílio que produz vento) ao relógio, de forma que, ao completar o ciclo de uma hora, o artefato produzisse dois sons diferentes, um grave e outro agudo.

Inicialmente, o relógio feito por Ketterer não fora feito para ficar parecido com o pássaro cuco. Somente no século XIX que o famoso pássaro foi incrementado ao relógio devido à semelhança do canto do animal ao som produzido pelos foles. Além disso, com o passar do tempo, os próprios artesãos que deram continuidade à ideia de Ketterer iam refinando o objeto, retratando cenas do cotidiano ou objetos comuns da época, como troféus de animais, casas feitas de madeira ou os próprios trabalhadores daquele período.

Atualmente, o relógio cuco se tornou um souvenir muito almejado por turistas do mundo todo. Muitas pessoas viajam à floresta negra somente para obterem um exemplar do relógio ou visitam o museu do relógio na Alemanha ao menos para ver o objeto de perto.

Os artefatos ainda são produzidos respeitando os modelos primordiais, construídos, em sua maioria, à base de carvalho e com a mesma tecnologia do século XVII, com a diferença de serem moldados em bronze para que as peças metálicas não enferrujem com o passar do tempo.

Além do mais, os relógios cuco atuais fazem uma série de movimentos variados e outras animações, mas nunca perdem o seu toque especial: o famoso pássaro-cuco que sai a cada hora para cantar de forma única e memorável.

O relógio cuco se tornou um marco na história por ser um dos relógios mais conhecidos mundialmente, seja pelo seu som característico ou por toda a atmosfera que o circunda. Afinal, um relógio que perdura por séculos deve ser, no mínimo, tratado com respeito, até mesmo por aqueles que não são fascinados por relojoaria. (Fonte: Net)


Eu já vi um relógio cuco funcionando, é realmente encantador! E vocês, já viram também? O vídeo acima mostra justamente isso, confira!

Beijos nas bochechas!

Paginação numerada



Subir